Uma ideia que deu certo
Como alguns já devem saber, o Brasil não foi o primeiro país a adotar a NF-e, países como Espanha e Chile implantaram o sistema anteriormente e desde então gozam das diversas vantagens que o modelo proporciona.
Enquanto no Brasil a obrigatoriedade se deu por meio de alterações no Protocolo ICMS 10/07 para algumas empresas e vem aumentando gradativamente o número de empresas que precisam adotar a ferramenta, a Espanha deu início no projeto ainda nos anos 90. Na época, o objetivo do projeto era apenas a redução de custo na emissão de papel. Segundo dados da própria agência tributária espanhola, essa redução de custo girou em torno de 15,7 bilhões de euros. No Chile, o projeto teve início em 2003 e chegou com o mesmo objetivo da Espanha. A economia registrada pelo Ministério da economia do Chile alcançou 800 milhões de dólares. Apesar de também estar interessado em reduzir o gasto com emissão de papel, o governo brasileiro visa, principalmente, a aumentar a arrecadação de impostos das empresas.
O importante é saber que o projeto não é apenas uma burocracia governamental, mas sim parte de um processo para tornar o Estado mais eficiente. Esse sistema gera uma maior transparência na relação entre o Fisco e os contribuintes. Em um momento onde a credibilidade do Brasil perante o mundo torna-se cada vez maior, esse com certeza é um passo muito importante.








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